SOARES, Kátia Regina

ONDE ESTA IVINHEMA

 

Há 48 anos passados,

Onde é a nossa cidade,

Era um denso matagal,

Onde piava o macuco,

Onde o macaco maluco pulava de galho em galho

E na copa do pau d’ alho,

A passarada cantava Fávero batendo malho

 

Depois os abridores vieram

Abrindo picadas e construindo estradas

Acompanhando o espigão,

Seguido da penetração,

Vem o fundador Reynaldo Massi,

Juntamente a seus imigrantes,

Nesta jornada importante.

 

Logo que aqui aportaram,

Foram abrindo clareiras,

Depois rachando madeira,

Foice e machado na mão

E construindo galpão.

 

Deram inicio a derrubada,

Nesta verdadeira derrancada,

Na mataria selvagem,

Naquela honrosa arrancada.

 

Depois os comerciantes vieram,

Numa aventura de loucos,

Por cima de paus e tocos,

Arriscando a sua própria vida,

Abrindo rua e construindo avenida,

Também oficinas e serrarias,

Tranqüilizando um povo ideal,

Formando belo arraial.

 

Essa cidade de IVINHEMA,

Que desenvolve no Mato Grosso do Sul,

Acolhedora e humana,

Que durante a noite inteira,

Tem sempre uma porta aberta,

Que se encontra na certa

Em companhia de amigos,

Acolhimento e abrigos

Que o ivinhemense lhe oferta.

 

Ao completar 48 anos

O povo já começa a lamentar

Da sua proporcionalidade,

Para a jovem mocidade,

Mecha de cabelo branco

Da um toque honroso e franco

De sinceridade e verdade.

 

 

Referência: Poema escrito em 1980 e adaptado em 2012 por História de Ivinhema.


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