RIGONATO, luiz Carlos

 

RIO AZUL

 

Pobre rio azul

Que de azul

Só resta o nome.

O seu lindo azul!

Não consegue conquistar,

A ignorância do homem.

Você caminha sem rumo,

Porque o seu leito;

É cheio de desvios,

Tudo pela arrogância,

Pela ganância;

De um sentimento frio.

Tiraram-lhe a vida,

Sem querer saber,

Que vida você dava;

Da fauna a sede saciava,

Tornava verdejante a flora,

Uma beleza rara.

Mas isso foi outrora!

Hoje você esta triste sozinho, perdido;

Pois tudo isso foi embora.

Dos ipês floridos, só restam,

Galhos secos, retorcidos;

Pássaros, peixes e animais,

Já não existem mais.

Em outro refugio,

Foram se esconder

E lá, o que há a ser?

Pois a qualquer momento,

O homem pode aparecer.

Como você Rio azul;

Outro poderá desaparecer,

Onde poderá desaparecer,

Onde outros ipês secos,

Vão existir, como aqui.

E um bem-te-vi solitário,

Com seu canto triste,

Apenas vai cantar: Bem te vi!

 

Pobre rio Azul,

Que de azul,

Só lhe resta o nome.

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