Primeiros Passos da Cidade Menina

              

                 A margem direita do rio Ivinhema entre os rios Piravevê, ao norte, e Guiray, ao sul- localiza-se o Município de Ivinhema. As terras foram adquiridas por Reynaldo Massi, com intuito de implantar uma colônia agrícola e um novo núcleo urbano.

Com esse pensamento, em 25 de novembro de 1957 foi construída um empresa que teria sob sua responsabilidade a orientação, os estudos da região, planejamento das áreas adquiridas e sua racional utilização, bem como traçar um programa para a infraestrutura. Surge então nesse período a SOMECO S.A- Sociedade de Melhoramento e Colonização, que, durante dois anos, forneceu dados, elementos e condições para que o urbanista brasileiro DR. Francisco Prestes Maia pudesse projetar um Município capaz de comportar uma população de 60 mil habitantes, numa área de 400 alqueires paulista, dividida em quatro zonas distintas: área centro-comercial, residencial, operacional e industrial- distribuída em oito bairros, que são eles: piravevê, guiray, vitória, agua-azul, triguenã, itapoã, centro e industrial.

Com a chegada das primeiras turmas de trabalhadores em 1961, inicia-se a derrubada da mata virgem, com o intuito de colonizar uma área destinada a ocupar um lugar de destaque na economia mato-grossense e brasileira. Por meio de ferramentas manuais como, machados, foices, enxadões, foi aberta uma clareira em plena mata a fim de servir de campo de pouso para pequenos aviões, pelo fato de ser o único meio de transporte para se chegar à região. No dia 23 de agosto de 1961 pousou o primeiro avião trazendo os administradores da empresa que iriam coordenar intensificar e fiscalizar os trabalhos de derrubada.

No dia 10 de setembro de 1961, data histórica para Ivinhema, foi posto fogo na área recém-derrubada, que seria destinada a cidade. Desse momento em diante, era iniciada a demarcação de uma área e 7.788 alqueires paulistas de mata bruta, onde, as vezes os trabalhadores deparavam-se com cruzes de ferro fundido ou bronze e vestígios de antigos acampamentos, contando a historia dos primeiros colonizadores fronteiriços e paraguaios que se dedicavam a exploração da erva-mate, por concessão do Governo Federal.

Os primeiros tratores chegaram após a aberturada estrada até a barranca do rio Ivinhema, à altura do Porto Someco onde está localizada a ponte que liga ao Município de Nova Andradina. As maquinas iniciaram a abertura de novas estradas rumo a Angélica, para o sul em direção de Naviraí, para leste em direção a Nova Andradina e para oeste na direção a Dourados, num total de 200 quilômetros.

Enquanto abriam-se as estradas, a Someco organizou sua instalação e sua infra-estrutura numa área destinada a cidade, que foi denominada de "acampamento industrial". Ali foram construídas a panificadora, o posto de gasolina, a farmácia, armazéns, hotel, serraria, oficina mecânica, marcenaria, um hospital, uma escola com quatros salas de aula e escolas rurais, remunerando todos os profissionais medico, enfermeiros e professores.


Em 1962, novas glebas foram abertas: Cristalino, Itapoã e Vitoria, já em 1963 é colocado a venda o setor urbano, mais precisamente ao bairro piraveve, onde foi construída a primeira residência.

 

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